Informações publicadas pela imprensa automotiva levantaram uma possibilidade interessante para o futuro do Volkswagen Polo Track: a adoção de um motor 1.6 16V abastecido exclusivamente com etanol. A proposta poderia aumentar a potência do hatch e aproveitar benefícios tributários, mas, até o momento, não foi confirmada oficialmente pela Volkswagen.

Segundo apuração da revista Quatro Rodas, unidades de teste com indicação de funcionamento exclusivo a etanol teriam sido observadas no Brasil. Isso não significa, necessariamente, que o veículo chegará às concessionárias nessa configuração. Fabricantes costumam avaliar diferentes motores e tecnologias antes de aprovar um projeto para produção.

Possível Substituição do Motor Atual

Uma das hipóteses seria substituir o atual motor 1.0 MPI, que entrega até 84 cv com etanol, por uma nova calibração do conhecido 1.6 16V MSI. Nesse cenário, o Polo Track poderia alcançar aproximadamente 116 cv, tornando-se consideravelmente mais potente.

Por que Voltar ao Motor 1.6?

À primeira vista, o retorno de um motor maior poderia parecer contrário à tendência de redução de cilindrada. Entretanto, uma configuração exclusiva para etanol poderia permitir ajustes específicos de desempenho, compressão e eficiência.

Também existe a questão tributária. Pelas novas regras aplicáveis aos automóveis, veículos movidos exclusivamente a etanol podem receber tratamento mais favorável no cálculo do IPI. A redução isoladamente seria pequena, mas poderia ajudar a compensar o custo de um motor mais potente.

Impacto no Preço e Consumo

Na nossa avaliação, essa estratégia faria sentido se a Volkswagen conseguisse manter o Polo Track próximo de sua atual faixa de preço. O modelo passaria a oferecer desempenho semelhante ao de carros mais caros, sem necessariamente precisar adotar turbo, injeção direta ou câmbio automático.

Essa é a parte mais incerta. Uma redução no imposto não garante que o valor final cairia na mesma proporção. Custos de desenvolvimento, produção, equipamentos, logística e posicionamento comercial também influenciam o preço.

A Volkswagen poderia usar o benefício apenas para evitar um reajuste, acrescentar equipamentos ou melhorar a margem do produto. Portanto, dizer que o Polo Track ficará mais barato ainda seria precipitado.

Além disso, seria necessário considerar o consumo. Um motor 1.6 provavelmente gastaria mais combustível que o atual 1.0 em determinadas condições. Por outro lado, poderia trabalhar com menos esforço em estradas, subidas e com o veículo carregado.

Vantagens e Limitações da Nova Proposta

Um Polo Track exclusivamente a etanol poderia ser interessante para motoristas que moram em regiões onde o combustível é facilmente encontrado e vendido a preço competitivo. Em contrapartida, perder a possibilidade de abastecer com gasolina reduziria a flexibilidade em viagens e localidades com pouca oferta de etanol.

Há ainda a possibilidade de o projeto servir como base para outros veículos da marca, incluindo a futura picape Volkswagen Tukan. Mas essa aplicação também permanece no campo das especulações.

Por enquanto, o mais prudente é tratar o Polo Track 1.6 a etanol como uma possibilidade em estudo. A ideia parece tecnicamente viável e comercialmente interessante, porém motor, potência, consumo, equipamentos, preço e data de lançamento continuam sem confirmação oficial.

Fonte da informação inicial: Quatro Rodas. A página oficial da Volkswagen ainda apresenta o Polo disponível com motores MPI e TSI e combustível flex.