No dia 9 de outubro de 2026, Claudinei Corrêa, presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Aparecida-SP, divulgou uma nota de repúdio ao racismo sofrido pela vereadora Thais Chad em sua rede social. O episódio gerou indignação e trouxe à tona a importância de discutir a questão racial no Brasil.

Solidariedade à vereadora

Em nota, Claudinei Corrêa manifestou sua total e irrestrita solidariedade à vereadora, enfatizando que não compactua com nenhuma forma de racismo, preconceito ou discriminação. Ele destacou que, em uma democracia, o direito à escolha política é livre, mas que isso não deve ser utilizado como justificativa para ataques baseados em raça ou etnia.

Legislação brasileira sobre racismo

O presidente do conselho lembrou que o Brasil possui uma legislação rigorosa sobre racismo, que inclui:

  • Constituição Federal, Art. 5º, Inciso XLII: Define a prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível.
  • Lei nº 7.716/1989: Estabelece os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor.
  • Lei nº 14.532/2023: Tipificou a injúria racial como crime de racismo, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão e multa.

Racismo não é opinião

Corrêa enfatizou que racismo não deve ser confundido com opinião ou divergência política, afirmando que é um crime que deve ser combatido. Ele se posicionou firmemente contra qualquer forma de discriminação, reafirmando seu compromisso com o respeito às diferenças e a dignidade humana.

Reflexão sobre o impacto do racismo

O presidente do conselho também refletiu sobre as sequelas deixadas pelo racismo, destacando que somente aqueles que vivenciam essa realidade conseguem compreender a dor que ela causa. Em sua nota, ele citou a filósofa Sueli Carneiro, que diz: "ENTRE ESQUERDA E DIREITA, CONTINUO SENDO PRETA!". Essa frase ressalta a importância de se manter firme na luta contra o racismo, independentemente de posicionamentos políticos.

Claudinei Corrêa finalizou sua nota reafirmando que nenhuma pessoa deve ser vítima de racismo e que sua posição como presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial será sempre de defesa dos direitos humanos e do respeito à diversidade. A nota de repúdio serve como um lembrete da necessidade de união e solidariedade na luta contra a discriminação racial.